Livros

“O Romance d´Elvira” (que não o foi)

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A neta, há muitos anos, antes do 25 de Abril, mandou encadernar várias obras do avô (Eça de Queirós), numa oficina perto da Maternidade Alfredo da Costa, mas perdeu-lhes o destino. Quis este que um manuscrito, que provavelmente se encontraria dentro de um desses livros, fosse parar às mãos do nosso especialista queirosiano, A. Campos Matos.

É este atabalhoado esquema (acima), que nunca passou disso, do tamanho de uma página de 12,5 x20 cm, escrito em ambos os lados, que A. Campos Matos nos fala esta semana, no JL, e diz ser, ou melhor, que poderia ter sido, um romance paródia ao ultrarromantismo.

A. Campos Matos descobre Elvira como personagem principal, a mesma a quem, na primeira página de Correspondência de Fradique Mendes, Eça faz referência aos “rumores das saias (de Elvira)” como o tema único das obras do ultrarromantismo (uma obsessão para o escritor) e não esquece que é aquela que mereceu uma obra de Tomás de Alencar… o ultrarromântico n´ Os Maias. 

Escrito no ano d´A Relíquia (1885), A. Campos Matos transcreve-nos do esquema as partes não rasuradas, desafiando-nos para fazermos o mesmo (haja quem possa) com as rasurada:

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