Cinema

Ser ou não humano (no sentido biológico) é relevante para se ser digno de consideração moral?

Passaram-se 35 anos desde a estreia de Blade Runner (1982), de Ridley Scott e está, finalmente, agendado para 7 de outubro o regresso desta saga de culto, projectando-nos num novo futuro, identificado no título, Blade Runner 2049 (no original, a acção se situava em 2019). Desta vez, há um novo oficial (blade runner) da polícia de Los Angeles, interpretado por Ryan Gosling que, ao investigar uma ameaça letal para os seres humanos, é levado a reencontrar Rick Deckard (Harrison Ford), desaparecido há trinta anos. Scott reaparece como produtor executivo, pertencendo a realização a Denis Villeneuve.

São 2 minutos de trailer, mas no meu acumular já vão em mais de 20. Um filme de culto que, na sua génese, dirige-se só a quem dúvidas fundadas se ser ou não humano (no sentido biológico) é relevante para se ser digno de consideração moral. E para quem, também, nunca percebeu por que é que a heroína do primeiro Blane Runner, a extraordinária Sean Young (em cima), nunca deu nada.