Música

69, is a magic number!

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Eu sei que falhei. A festa foi ontem. Sabendo que nunca poderei ser perdoado, deixo humildemente, e na esperança de um mínimo perdão, o link para uma recente entrevista do “mestre” à Loud And Quiet, a propósito do último álbum Reflection que, por aqui, tem sido uma festa de repeats. Queiram notar muita coisa, mas talvez e em particular a desnecessidade de postular a existência de deus para explicar a criação, a importância das artes no currículo escolar e o absoluto fascínio pela obra de Julia Holter deste nosso aniversariante que foi quem nos deu, recentemente, uma prenda: uns novos The Gift.

Há uma muito interessante parte da entrevista que deverão também reparar, antes de perceberem que a música “não-humana” de Brian Eno é o mais próximo que temos deste mundo que teima em emergindo. Diz ele:

“Talvez os artistas se dividam em duas categorias: agricultores e cowboys. Os agricultores tomam conta de um pedaço de terra e cultivam-na cuidadosamente, Os cowboys procuram lugares novos, excita-os a descoberta e a liberdade de estar onde poucos antes foram. Costumava supor que era mais cowboy… mas o facto de esta série de ‘ambient music’ durar já há 40 anos faz-me pensar que devo ter uma boa costela de agricultor”.

Mas nada como recordar de quem estamos, mesmo, mesmo, mesmo a falar, antes dos atrasados parabéns.