Música

Música “generativa” (com bónus)

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Em colaboração com Peter Chilvers, Brian Eno abriu este ano com Reflection, mau grado pouco se notar por aí. Trata-se de obra processada com algoritmos musicais que surgem numa sequência temporal real que concorda com o modelo pós-moderno de representação defendido por Bernard Fischer.

Eno insiste que a relação entre arte e ciência tem uma natureza simulatória e interativa, centrada na lógica, na matemática, na visualização, nas experiências concetuais e na informática. Tudo vai evoluindo numa lógica interior de indiscutível verdade: o universo é uma fonte de produção de sons e coisa vital. As peças musicais com duração fixa, ritmos intercalados e elementos misturados estão ali para perceber no ouvinte a sua participação e “navegação”.

Spencer Kelly, da BBC Click, passou uma tarde com Eno falando de arte, ciência, música e batatas para perceber que Reflection é música “generativa” que muda sempre que alguém a escuta e para descobrir como ele inventou o lendário Oblique Strategies Cards.